24/11/2016

NÃO SE OMITA: QUINTA, 24 DE NOVEMBRO DE 2016

Castiga ao teu filho, enquanto há esperança, mas não te excedas a ponto de matá-lo.  
Ministério Bullon enviado  por Luciana Arantes Amaral
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O texto original hebraico não menciona a possibilidade de castigar o filho a ponto de matá-lo. Ao contrário, a mensagem é “castiga o teu filho enquanto há esperanças porque se não o fizeres serás responsável por sua morte.”

O verbo castigar, em hebraico, Yassêr, envolve a idéia de instrução e repreensão. Mediante a instrução você planta a semente do conhecimento na vida do filho. Através da repreensão, tira as ervas daninhas que aparecem espontaneamente.

Ensinar é uma experiência fascinante. Nas últimas férias, viajei acompanhado de minha netinha de um ano e meio. Era impressionante vê-la repetindo as palavras. Os tios, tentando ensiná-la a fazer alguma coisa nova e ela, ávida por aprender. Pessoalmente gosto de ensinar. É como se a gente se dividisse em mil pedacinhos para viver no coração de outras pessoas.

Mas ensinar é apenas a metade do processo educativo. A outra metade, tão importante quanto a primeira, é a repreensão, ou castigo como o chama a Bíblia. Aqui não se fala necessariamente do castigo físico, embora do ponto de vista Bíblico, ele tenha lugar na  educação. A idéia do texto é chamar a criança para o bom caminho quando levada pelos instintos, se aproxima perigosamente do precipício.

A tendência moderna de excluir o castigo na formação da criança é temerária e pode ser fatal. O que você faria se o seu pequeno filho se aproximasse do abismo? Dialogaria. Correto. E se insistir? Continuaria dialogando, muito bem. E se ele continuasse insistindo? O retiraria dali? A vida está cheia de precipícios e abismos morais. Eles não envolvem apenas perigos físicos. Tem conseqüências eternas. Portanto, não se omita. Discipline, instrua e repreenda. Mostre o caminho e chame a atenção quando for preciso.

Não basta ser pai. Tem que disciplinar. Disciplinar é amar. Corrigir é ser responsável. Nessa dura tarefa você não está sozinho. O Deus que lhe deus os filhos como um presente de amor, saberá orientá-lo na educação dos mesmos.

Que Deus o abençoe. “Castiga ao teu filho enquanto há esperança, mas não te excedas a ponto de matá-lo.

Vídeo: Sanguinetti afirma que não houve troca de tiros entre Emanuel Boiadeiro e a polícia

Ele aguarda o laudo cadavérico para tomar novas providências e diz que, se houver discordância, vai solicitar a exumação do corpo 

A reportagem  foi até a cidade de Belo Monte, na última segunda-feira (21), para acompanhar os trabalhos do perito criminal George Sanguinetti na casa onde, em outubro deste ano, Emanuel Boiadeiro e outra pessoa foram mortos em uma operação policial.

O perito, que tem fama nacional, foi contratado pelos pais de Emanuel, que não concordam com a versão da polícia de que o filho reagiu durante a operação, e por isso, foi morto.

“Fuzilaram meu filho e o companheiro de quarto dele. A polícia já fez uma perícia e não podemos aceitar uma perícia desse tipo, onde tudo foi adulterado”, disse Maria das Graças, mãe de Emanuel.

“Depois da perícia de Sanguinetti, vamos ver se houve troca de tiros, porque a população diz que os tiros eram pela rua, na beira do rio. A polícia atirando para cima, atirando de cima da casa para baixo e dentro da casa. A prova está lá”, disse o pai de Emanuel, Xisto Vieira.

Acompanhado de um técnico e de um primo de Emanuel, Sanguinetti iniciou a perícia no quarto onde aconteceram as mortes. “Toda investigação criminal inicia no local da morte”, disse o perito.

Os trabalhos continuaram em outros cômodos da casa, onde depois o acesso foi liberado à imprensa que cobre o caso. “Aqui não indica em nenhum momento nenhuma reação por parte das vítimas, isso que me chamou atenção. Toda a concentração de tiros e violência aconteceu no quarto”, frisou Sanguinetti.

Em menos de 30 minutos de trabalho no local, Sanguinetti já tinha uma preliminar da perícia. “Os ferimentos que ele recebeu foram no quarto. Cai por terra qualquer possibilidade de troca de tiros”, explicou o perito.

Ele também indicou qual será o próximo passo na investigação. “Se o laudo cadavérico, quando chegar às minhas mãos, for ajustado aos meus achados, irei trabalhar e vou oficiar ao Ministério Público e ao juiz o que aconteceu. Mas se existir discordância, vou solicitar uma autorização para a exumação”, narrou Sanguinetti.

A movimentação na pequena cidade do Sertão de Alagoas, localizada à margem do Rio São Francisco, chamou a atenção dos moradores. Algumas pessoas colocaram flores em frente da casa periciada.

“Da outra vez que viemos tinha várias pessoas chorando na calçada e, ao chegarmos, tinham flores na porta. Acho que não havia motivos para fazer o que fizeram com Emanuel de forma alguma”, disse o irmão dele, Thiago Boiadeiro.

Procurada pela reportagem do Correio Notícia, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou, por meio de sua assessoria, que não iria manifestar nenhum posicionamento sobre o caso nem sobre as alegações da família de Emanuel Boiadeiro.

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Fonte Correio Noticia

Deputados estaduais aprovam projeto que transforma vaquejada em patrimônio cultural de AL

Projeto será agora enviado ao governador Renan Filho, que poderá sancionar ou vetar

Comunicação/ALE
A Assembleia Legislativa aprovou, por unanimidade, nesta quarta-feira (23), um substitutivo ao projeto de lei, de autoria do deputado Dudu Hollanda (PSD), que reconhece a vaquejada, o rodeio e o laço como expressões artístico-culturais pertencentes ao patrimônio cultural estadual de natureza imaterial, atividades intrinsecamente ligadas à vida, identidade, ação e memória de grupos formadores da sociedade alagoana. O projeto será agora enviado ao governador do Estado, que poderá sancionar ou vetar.

Durante a sessão de hoje, o deputado Dudu Hollanda cobrou, na tribuna da Casa, que o presidente da Assembleia Legislativa promulgue o projeto de lei, aprovado no ano passado, que dispõe sobre o reconhecimento da atividade da "vaquejada" como atividade esportiva, no âmbito do estado de Alagoas. De acordo com o deputado, o Poder Executivo perdeu todos os prazos para sancionar o projeto e cabe agora ao Poder Legislativo promulgar. Já sobre o substitutivo aprovado no plenário na sessão desta quarta-feira, Dudu destacou a evolução pela qual passou o esporte, com novas regras e que atualmente o animal não pode mais sangrar, a espora não pode cortar, não se pode chicotear e nem ferir o animal. “Além do mais, existe a identificação com nossos antepassados e com nossa história, motivo pelo qual a vaquejada deve ser preservada e protegida”, afirmou.

O projeto assegura, sem prejuízos das demais regras que garantem o bem-estar animal, em relação à vaquejada que se deve: assegurar aos animais ausência de fome e sede, com alimentação à disposição e suficiente; utilizar protetor de cauda em todos os bovinos; assegurar a ausência de ferimentos e doenças, mantendo instalações e utilizando medicamentos, ferramentas ou utensílios adequados, de forma a minimizar qualquer risco; e garantir a quantidade mínima de areia lavada de 40 centímetro de profundidade na fixa onde ocorre a pontuação.

Ainda pelo projeto, define-se como modalidades esportivas equestres e tradicionais: adestramento, atrelagem, concurso completo de equitação, enduro, hipismo rural, salto e volteio; apartação, time de curral, trabalho de gado, trabalho de mangueira; provas de laços; provas de velocidade: cinco tambores, maneabilidade e velocidade, seis balizas e três tambores; argolinha, cavalgada, cavalhada e concurso de marcha; julgamento de morfologia; corrida; campeada, dom de ouro e freio de ouro; paleteada e vaquejada; provas de rodeio, rédeas, pólo equestre e paraequestre.