quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Batalha: acusado de matar pastor evangélico diz que agiu para defender esposa

Vítima foi assassinada na segunda-feira (16), no quintal da casa de uma tia, após discussão com prima.
 
Por Ascom - PC/AL
Sertão em Foco
O delegado regional de Batalha, Rômulo Monteiro, revelou nesta quinta-feira (18) que está totalmente esclarecido o assassinato do pastor evangélico Carlos Roberto dos Santos, 53 anos, morto a tiros no início da manhã da segunda-feira (16), em uma residência da Rua Castro Alves, naquela cidade do Sertão alagoano.
De acordo com o delegado, o autor do crime foi o aposentado Geraldo Francisco da Silva, 53 anos, que se apresentou na delegacia, acompanhado por advogado, e confessou ter feito os disparos. O crime, pela versão do aposentado, teria sido cometido no momento em que o pastor evangélico espancava a esposa do acusado, Rosineide Ferreira da Silva.
Ele conta que a arma estava em poder de Carlos Roberto e conseguiu tomá-la. “Primeiro atirei no chão para intimidá-lo. Mas ele partiu para cima de mim e então o matei”, acrescentou.

O delegado Rômulo Monteiro disse que não está confirmado que o revólver pertencia ao pastor, e que vai continuar investigando esta versão de legítima defesa apresentada pelo acusado. O aposentado Geraldo Francisco contou ainda, no interrogatório, realizado na Delegacia Regional de Batalha, que depois do crime fugiu para Arapiraca, resolvendo se apresentar dois dias depois.

A polícia apurou que Carlos Roberto residia na casa de uma tia, Maria Anizete Ferreira, cuja filha – Rosineide – é casada com o acusado. Conforme a versão de Rosineide, confirmada pela mãe, há seis meses, o pastor chegou de São Paulo e passou a morar com a tia. “Ele não fazia nada e, depois que soube que minha mãe iria receber uns atrasados de sua aposentadoria, passou a exigir R$ 30 mil para ir embora”.
No dia do crime, ainda segundo Rosineide, Carlos Roberto acordou irritado e gritou com sua mãe. “Ela ligou para mim, pedindo que eu fosse até a casa dela. Disse que o pastor não gritasse com minha mãe, e ele me agrediu”.

A mulher confirma que foi seu marido, o aposentado Geraldo Francisco, quem atirou na vítima, quando chegou na casa e viu o pastor a espancando.

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