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segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Escândalo: ex-diretor da Petrobras cita políticos que teriam recebido propina

Segundo reportagem da 'Veja', Paulo Roberto Costa deu um depoimento de mais de 40 horas e citou três governadores, um ministro, pelo menos 25 deputados federais e seis senadores
Delação premiada: segundo reportagem da ‘Veja’,
Paulo Roberto Costa deu um depoimento de mais de 40 horas
 e citou três governadores, um ministro, pelo menos 25 deputados
federais e seis senadores
Partidos de oposição vão pedir uma reunião de emergência da CPI da Petrobras para saber detalhes do depoimento do ex-diretor da estatal, Paulo Roberto Costa.
O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência falou ao final do desfile de 7 de setembro, em Brasília. Ele criticou o vazamento de informações da delação do ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, que citou políticos governistas. Gilberto Carvalho disse que as informações estão sendo usadas com interesse eleitoral.
“Eu acho que estão tentando usar essa delação premiada (de Paulo Roberto Costa), ou melhor, a notícia sobre delação premiada, a notícia parcial de vazamento não confiável, para tentar, um pouco no desespero, mudar o rumo da campanha. Vazamento sempre é condenável, porque pode ter sido feito por advogado de réu, para proteger algum réu e prejudicar outro”, afirmou Gilberto Carvalho, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência.
Depois de oito dias seguidos, neste domingo (7), Paulo Roberto Costa não prestou depoimento. Passou o dia na cela onde está preso na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba. Ainda não há data marcada para o fim do interrogatório. Mas assim que o depoimento for concluído, o Ministério Público Federal deve enviar a proposta de redução de pena para a Justiça Federal de Curitiba e para o Supremo Tribunal Federal.
A lei prevê que em troca da colaboração, o juiz pode conceder até o perdão judicial ao acusado que colaborar com as investigações, se ficar provado que de fato ele ajudou a esclarecer os fatos.
Nomes importantes
Ainda segundo a revista, até Eduardo Campos, ex-governador de Pernambuco e candidato a presidência da República pelo PSB, morto no mês passado, foi citado pelo delator
Ainda segundo a revista, até Eduardo Campos, ex-governador de Pernambuco e candidato a presidência da República pelo PSB, morto no mês passado, foi citado pelo delator
Reportagem da revista ‘Veja’ deste fim de semana traz o que seriam os primeiros nomes citados por Paulo Roberto Costa em mais de 40 horas de depoimento. Segundo a revista, são três governadores, um ministro, pelo menos 25 deputados federais e seis senadores, parlamentares do PT, PMDB e PP, partidos da base aliada do governo.
Os citados pela revista como beneficiários do esquema são: o ministro Edison Lobão, de Minas e Energia, do PMDB do Maranhão; o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, do PMDB, atual candidato ao governo do Rio Grande do Norte; o presidente do Senado, Renan Calheiros, do PMDB de Alagoas; os senadores Ciro Nogueira, do PP do Piauí, e Romero Jucá, do PMDB de Roraima.
Entre os deputados estão o petista Cândido Vaccarezza, de São Paulo, e João Pizzolatti, do PP-SC. O ex-ministro das Cidades e ex-deputado Mario Negromonte, do PP, é outro apontado no depoimento.
Da lista de três governadores, todos são de estados onde a Petrobras tem grandes projetos em curso: Sérgio Cabral, do PMDB, ex-governador do Rio; Roseana Sarney, do PMDB, atual governadora do Maranhão; e Eduardo Campos, ex-governador de Pernambuco e candidato a presidência da República pelo PSB, morto no mês passado, e substituído na candidatura por Marina Silva.
A reportagem da revista ‘Veja’ também afirma que Paulo Roberto admitiu, pela primeira vez, que empreiteiras contratadas pela Petrobras tinham, obrigatoriamente, que contribuir para um caixa paralelo, para partidos e políticos de diferentes legendas da base aliada do governo.
E que, no PT, o operador encarregado de fazer a ponte com o esquema era o tesoureiro do partido, João Vaccari Neto.
Ainda de acordo com a reportagem, Paulo Roberto afirmou que a compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, serviu para abastecer o caixa de partidos e para pagar propina aos envolvidos na transação.
Paulo Roberto foi diretor de refino e abastecimento da Petrobras entre 2004 e 2012, durante os governos Lula e Dilma. Nesse período, a Petrobras foi dirigida por José Sergio Gabrielli e Graça Foster, atual presidente.
A oposição anunciou que  pedirá uma reunião de emergência da CPI Mista da Petrobras, além de cópias dos depoimentos de Paulo Roberto Costa à Policia Federal.
As duas CPIs, criadas no Congresso há três meses e meio para investigar as relações entre o doleiro Alberto Youssef e Paulo Roberto Costa são comandadas pelos governistas.
O senador Vital do Rego, do PMDB, é o presidente da CPI do Senado e da CPI Mista, que reúne também deputados. Os relatores, José Pimentel e Marco Maia, são parlamentares do PT.
No início dos trabalhos na CPI do Senado, a oposição não participou das reuniões em protesto contra a falta de autonomia para investigar.
Os políticos citados na reportagem da revista ‘Veja’ negaram com veemência as acusações. E afirmaram que não receberam dinheiro de Paulo Roberto.
Negociatas
Documentos revelam a nebulosa história da compra de um apartamento de 7,5 milhões de reais em que Nestor Cerveró morou durante cinco anos
Documentos revelam a nebulosa história da compra de um apartamento de 7,5 milhões de reais em que Nestor Cerveró morou durante cinco anos
O ex-diretor internacional da Petrobras Nestor Cerveró tem se revelado um especialista em omissões. Em 2006, apresentou ao conselho de administração da empresa um resumo referente à compra da refinaria de Pasadena, nos EUA, sem as cláusulas que beneficiavam a Astra Oil, a sócia belga no negócio. No mesmo período em que se arrastaram a bilionária compra e o posterior litígio entre a Petrobras e sua sócia, Cerveró trabalhou também para não dar transparência a outra transação — desta vez imobiliária.
‘Veja’ teve acesso a documentos que detalham a compra de um apartamento avaliado hoje em 7,5 milhões de reais na Zona Sul do Rio de Janeiro. Trata-se do local onde Cerveró e sua mulher moraram durante os últimos cinco anos. Não foi um negócio usual de aquisição de um imóvel. A transação envolveu a abertura de uma empresa offshore no Uruguai, o uso de um laranja para representá-la no Brasil e a criação de uma sede-fantasma em uma cidade litorânea do Rio de Janeiro. Todo esse aparato para a compra do apartamento ocorreu quase simultaneamente a uma série de gastos milionários da estatal com a transação de Pasadena e a contratação de escritórios de advocacia.
Fonte: Fantástico e Veja

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