terça-feira, 17 de abril de 2018

Servidores da Educação de Piranhas paralisam atividades por dois dias em protesto pelo reajuste do piso salarial da categoria negado pela Prefeita Maristela.

Nesta terça-feira (17) aconteceu o primeiro dia de paralisação com a realização de um ato público e passeata pelas principais ruas da cidade. Amanhã será a vez da Câmara Municipal.

Por: Redação

Dias depois da primeira paralisação dos servidores da educação do município de Piranhas, a prefeita Maristela, ignorou completamente as reivindicações dos servidores e através de sua assessoria de comunicação chegou a divulgar uma nota em diversos sites da região, negando qualquer tipo de irregularidade na pasta, além de afirmar que nenhum professor do município estaria recebendo abaixo do Piso Nacional, porém, de acordo com o Sintel, sindicato que representa a categoria, a prefeitura mentiu, uma vez que mesmo com o reajuste salarial de 6,81% no PISO NACIONAL DOS PROFESSORES dado pelo Governo Federal, os professores de Piranhas continuam sem reajuste, isso porque antes do reajuste deste ano, em 2017, recebiam 5% a mais que o piso nacional, contudo, o reajuste nacional deste ano foi de 6,81%, ou seja, se em 2017 os professores recebiam 5% acima do piso nacional, com o reajuste deste ano, passaram a receber 1,81% abaixo do piso, e isso sim é inconstitucional, já que ainda na recente nota encaminhada a imprensa, a prefeitura municipal alegou que os professores piranhenses não poderiam continuar recebendo acima do piso nacional, pois seria inconstitucional, o que é uma falácia, uma vez que se faz referência ao PISO e não ao TETO salarial, isso, sem falar que os educadores ainda são contemplados por um Plano de Cargos Carreira que de tempos em tempos de serviços prestados e por graduação seus vencimentos são elevados independentemente do piso nacional em vigor.

E foi diante de mais este “descaso” com os servidores que o Sinteal resolveu em Assembléia com a categoria pela paralisação de dois dias na educação municipal, a começar com a realização de mais um ato público nesta terça-feira (17), seguido de uma passeata pelas principais ruas da cidade. 

“Se já é revoltante termos que sair às ruas em busca dos nossos direitos, mais revoltante ainda é saber que quem nos nega esse direito também são professoras” – Disse uma professora participante da manifestação fazendo referência a prefeita Maristela e a atual secretária de educação. Amanhã será a vez da Câmara Municipal, onde serão intensificadas as reivindicações junto ao Poder Legislativo, principalmente pelo histórico de perdas que a categoria vem colecionando desde 2016.

“Nós recebíamos 10% (dez por cento) acima do Piso Nacional, em 2016 passamos a receber 5% (cinco por cento) acima do Piso Nacional. Situação que a atual prefeita, simplesmente, permaneceu pagando. No ano de 2017, ficamos com os míseros 5% (cinco por cento). Para 2018 está afirmando que será 0,0% (zero por cento)” – Desabafou a professora Ednalva Santos.

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