quarta-feira, 1 de maio de 2019

Canapi, Inhapi, Mata Grande e outros 41 municípios alagoanos estão em alerta de surto dengue, diz Ministério da Saúde.


Outros 22 municípios estão em situação de alto risco de surto da doença.

Levantamento do Ministério da Saúde divulgado nesta terça-feira (30) revela que 22 municípios alagoanos apresentam alto índice de infestação Aedes aegypti, com risco de surto de dengue, zika e chikungunya. Segundo o órgão, nessas cidades, o índice de infestação predial (IIP) está entre 10,90% e 10,90%. 

Além disso, outros 44 municípios no estado - incluindo a capital Maceió - estão em alerta contra essas doenças. Nessas cidades, o índice de infestação predial está entre 1,10% e 3,80%. O Ministério da Saúde considera como satisfatório um IPP inferior a 1%. 

Segundo os dados, Satuba é o município alagoano com o maior risco de surto de doenças provocadas pelo Aedes aegypti, com IIP de 10,90%. Veja os municípios com alto risco de surto de dengue em Alagoas.

"Os resultados reforçam a necessidade de intensificar imediatamente as ações de prevenção contra a dengue, zika e chikungunya, em especial nas cidades em risco e em alerta", informa o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson Kleber.

Em todo o País, segundo o Ministério da Saúde, 994 municípios apresentam alto índice de infestação pelo mosquito, com risco de surto para dengue, zika e chikungunya. "O resultado do levantamento confirma o aumento da incidência de casos de dengue em todo o país que subiu 339,9% em relação ao mesmo período do ano passado", ressalta Wanderson Kleber.

Além das cidades em situação de risco, o levantamento identificou 2.160 municípios em alerta, com o índice de infestação predial entre 1% a 3,9% e 1.804 municípios com índices satisfatórios, inferiores a 1%. 

O Ministério da Saúde explica que os dados foram coletados por meio do  Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa). A metodologia permite identificar onde estão concentrados os focos do mosquito em cada município, além de revelar quais os principais tipos de criadouros predominantes. 

O armazenamento de água no nível do solo (doméstico), como tonel, barril, foi o principal tipo de criadouro no país, seguido dos depósitos móveis, caracterizados por vasos/frascos com água, pratos e garrafas retornáveis. Por último, depósitos encontrados em lixo, como recipientes plásticos, garrafas PET, latas, sucatas e entulhos de construção, sendo passíveis de remoção.

Por: Carlos Nealdo/Portal GazetaWeb.com
Crédito foto: Felipe Dana/Arquivo