sexta-feira, 17 de julho de 2015

Com caixão e nariz de palhaço, professores municipais e estaduais pedem reajuste

(Foto: Juliano Rodrigues | Editora Guia Mais)
Professores da rede municipal e estadual, juntamente com pais, alunos e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), realizaram um ato simbólico para representar o ‘velório’ da educação municipal e estadual.
A manifestação aconteceu na manhã desta quinta-feira (16), na praça do coreto, no centro da cidade de Delmiro Gouveia-AL.
O grupo usou um caixão, narizes de palhaços, apitos, faixas e bandeira do Brasil para chamar a atenção para a manifestação, os professores percorreram as ruas do centro da cidade, levando o ‘caixão’ até a frente do prédio da Prefeitura do município, onde demonstraram os seus descontentamentos com a atual gestão tanto municipal quanto estadual e expuseram faixas que diziam por exemplo: “Mais respeito com a educação”.
Logo em seguida o grupo seguiu em direção a Câmara Municipal de Vereadores, e adentraram o prédio para encerrarem o ‘velório’. Durante o percurso diversos gritos de guerra, como: “Trabalhador unido, jamais será vencido!” e “Professor na rua, prefeito a culpa é sua!”
A greve na rede municipal teve início no dia dezoito do mês de junho, mais as aulas foram paralisadas na tarde do dia dezessete do mesmo mês. A categoria reivindica um reajuste de 13,01%, dessa forma o reajuste do piso salarial seria atendido. A proposta do Governo Municipal para os professores foi de 6,5% e para os profissionais de apoio e administrativo foi 8,9%, ambas parceladas em duas vezes. A greve está prejudicando cerca de 9.715 alunos, matriculados na rede municipal de ensino.
Já na rede estadual de ensino a paralisação teve início no dia de hoje (16), abrangendo todos os funcionários da rede pública do estado de Alagoas. A categoria reivindica o reajuste salarial de 13,01%, a aplicação de progressões e de melhores condições de trabalho, além da reforma em algumas escolas, que estão em situação precária. A proposta do governo do estado de Alagoas foi de 7% parcelada em três vezes.

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