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quarta-feira, 11 de maio de 2016

Dilma foi vencida por Cunha no Congresso

Presidente da Câmara impôs derrotas à presidente que não soube negociar com o Congresso
A falta de jogo de cintura para questões políticas foram um dos motivos que levaram a presidente Dilma Rousseff a perder a sustentação de seu governo. E, no Congresso, o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), foi o principal adversário da petista. Mesmo afastado atualmente por decisão do STF pode-se dizer que ele a venceu.

As dores de cabeça da presidente em sua relação com o parlamento tiveram início em 1º de fevereiro de 2015, quando Cunha superou o preferido do Planalto, Arlindo Chinaglia (PT-SP) e assumiu o posto mais importante da Câmara. A vantagem do peemedebista na votação (267 votos a 136) já apontava o domínio que Cunha teria.

Dilma, sem conseguir dialogar com os parlamentares e alterando frequentemente o responsável pela articulação política, que durante alguns meses chegou a ficar a cargo de seu atual rival Michel Temer, não só teve dificuldades para aprovar medidas do ajuste fiscal como também teve de se esforçar para contornar a chamada ‘pauta bomba’ de Cunha — conjunto de propostas que aumentavam os gastos do governo.

A presidente, porém, sofreu também com o fogo amigo. Contrariados pelo arrocho proposto pela equipe econômica, deputados petistas também se mostraram reticentes em defender as medidas do ajuste.

No Senado, Dilma perdeu aliados importantes. O então petista Delcídio do Amaral, que era líder do governo, foi abandonado pelo partido após ser preso sob a suspeita de tramar a fuga de Nestor Cerveró, envolvido na Lava Jato, e voltou sua artilharia contra a presidente o PT, inclusive em acordo de delação premiada. Marta Suplicy e Walter Pinheiro, petistas históricos, deixaram a legenda após a reeleição de Dilma enfraquecendo a base na Casa.

Mesmo Renan Calheiros, que se mostrou disposto ao diálogo com a presidente, impôs derrota ao governo em medida do ajuste fiscal após ser incluído na lista de suspeitos da Lava Jato, em março de 2015. E, já nesta semana, ao rejeitar a decisão de Waldir Maranhão, substituto de Cunha na presidência da Câmara, que poderia adiar a votação do impeachment desta quarta-feira (11).

Do R7

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