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segunda-feira, 29 de maio de 2017

SEDE DA ALMA

Como suspira a corça pelas correntes das águas, assim, por ti, ó Deus, suspira a minha alma. Sal. 42:1

Em cidades como New York, ou Paris, a água não é mais simplesmente água, é bebida de luxo. Com mais de 700 marcas para escolher, “eau de bonteille” pode custar até o escandaloso preço de U$15,00 , num restaurante sofisticado, como o Alain Ducase de New York.

Nos últimos anos a venda de água engarrafada no mundo, tem aumentado bastante e a indústria daquilo que os americanos estão chamando de “a essência da vida” chega hoje a 7 bilhões de dólares anuais só nos Estados Unidos. Tudo, porque de repente, a humanidade parece ter redescoberto os benefícios da água para a saúde.

Está comprovado que as pessoas bebem pouca água. Calcula-se que a maioria dos habitantes do planeta, vive cronicamente desidratada. Todos os dias um adulto perde por volta de um litro de líquido, e se esse líquido não for reposto será prejudicial para o organismo.

O texto de hoje apresenta a figura da corça, suspirando pelas correntes das águas. Nas terras desérticas era comum ver as manadas das corças, movendo-se de um lugar para outro buscando uma poça de água. Às vezes uma corça solitária, perseguida pelos predadores ficava exausta e machucada de tanto correr, e o seu último refúgio era uma poça de água. O animalzinho descia a colina e nadava no meio da água, procurando ocultar-se de seus inimigos. A água, não era para a corça algo opcional, era assunto de vida ou morte.

Porém, o Salmo de hoje não está falando apenas de água, está falando de Deus, o único Ser capaz de suprir a sede da alma. “Minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo”, diz Davi.

“Sede do Deus vivo.” Nossos dias estão cheios de deuses mortos.  Inventamos pequenos deuses, manipuláveis, dirigíveis, só para tentar enganar a sede da alma. “Energia” “Luz” “Força interior” “Aura”. Brincamos de acreditar em Deus, mas o coração continua sedento. Como um deserto sem vida, esperando uma gota de água, uma palavra de amor, um gesto de ternura, uma atitude de carinho.

Ah, se o ser globalizado de hoje, abandonasse um pouco suas conexões mirabolantes e parasse, na sua corrida louca, descobriria o segredo da vida vitoriosa do salmista e também diria: “Como suspira a corça pelas correntes das águas, assim por ti ó Deus, suspira a minha Alma”.

Alejandro Bullón

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