terça-feira, 19 de junho de 2018

Com placar no TJ/AL indicando permanência de Mandu no cargo, matagrandenses se questionam por que os vereadores continuam afastados?

Após pedido de vistas, resultado final do julgamento dos embargos no TJ/AL caminha para manutenção do gestor no cargo já com o voto favorável de 03 dos 09 desembargadores, ao tempo em que 03 dos 11 vereadores envolvidos na mesma denuncia do MPE continuam afastados e sem previsão de retorno.

Por: Redação
Crédito: Ascom/CMMG

Depois de ter sido preso e consequentemente afastado da Prefeitura Municipal de Mata Grande acusado pelo MPE de comandar uma organização criminosa criada com o objetivo de lesar os cofres públicos do município através do pagamento de propina a vereadores para fazer vista grossa a fiscalização dos atos do Poder Executivo Municipal e aprovação de projetos de lei do seu interesse, o prefeito Erivaldo Mandu conseguiu retornar ao cargo meses depois por decisão favorável do TJ/AL pelo placar de 6x2. Contudo, no mesmo dia, os desembargadores decidiram por afastar três vereadores que segundo o Ministério Público Estadual participaram do esquema, sendo que um deles, já havia sido afastado e preso junto com o prefeito no finalzinho de 2017.

O retorno de Mandu a prefeitura a época do primeiro julgamento pelo pleno do TJ era uma possibilidade, porém, o que surpreendeu muita gente mesmo, foi à determinação da continuidade do afastamento do vereador que chegou a ser preso junto com o prefeito e o afastamento de outros dois, ou melhor, outras duas vereadoras. A época, muitos se perguntaram “Como foi possível retornar ao cargo o prefeito e afastar os vereadores envolvidos no mesmo esquema?” E agora com essa nova decisão que se vislumbra mais uma vez favorável ao gestor, tal questionamento volta a martelar a mente dos matagrandenses.

Distintas interpretações jurídicas a parte, o fato é que com o afastamento dos três vereadores, a Câmara Municipal teve que dar posse aos 03 respectivos suplentes e custear ao invés de 11 (onze), 14 (catorze) vereadores, jogando nas costas dos matagrandenses mais essa despesa, pois, seja no ilícito ou no licito que sempre paga a conta é povo.


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