sexta-feira, 15 de junho de 2018

Caos político em Mata Grande deixa alunos sem merenda e população sem medicamentos.

Setor de licitações e contratos da prefeitura reconhece o problema, porém, alega está passando por sérias dificuldades para conseguir cotações de preços já que os fornecedores se recusam a contratar com a prefeitura em meio à instabilidade política vivenciada no município.

Por: Redação
Crédito: Divulgação/Google Imagens

Na manhã desta sexta-feira (15), nossa equipe de redação recebeu uma séria denúncia contra a Prefeitura Municipal de Mata Grande relacionada à suposta falta de medicamentos e de merenda escolar. Dada à gravidade da denúncia, tomamos o cuidado de apurar as informações com os próprios moradores e funcionários das escolas de pelo menos duas comunidades rurais, o que acabou se confirmando. Segundo um dos servidores da unidade de ensino, a falta de merenda já dura 45 dias, pedimos então, que o servidor nos enviasse uma foto da dispensa da escola, porém, o mesmo alegou que não poderia fazer isso temendo alguma retaliação.

Sem as fotos, entramos então em contato com o Setor de Licitações e Contratos da Prefeitura, uma vez que segundo fontes ligadas a atual gestão municipal, o problema estaria no atraso dos processos licitatórios, o que também acabou se confirmando, pois segundo o setor responsável, devido ao caos político em que o município se encontra, hoje em Mata Grande para se fazer uma simples cotação de preços, o município precisa publicar solicitações no Diário Oficial do Estado, isso porque os fornecedores tem se recusado a contratar com a prefeitura devido à instabilidade política que o município vem atravessando, e sem licitação, não tem merenda, assim como falta medicamentos e outros itens grande necessidade para a população. “Trocando em miúdos” as empresas não querem contratar com uma prefeitura sobre a qual não existe segurança quanto a quem será o prefeito ao anoitecer e amanhecer do próximo dia.

Contudo, ainda segundo os responsáveis pelo setor de licitações e contratos, as compras emergências foram viabilizadas, de modo que a população não venha a ser ainda mais penalizada pela crise política que o município atravessa.

E para agilizar os demais processos licitatórios, uma vez que as empresas não estão atendendo ao chamamento dos editais da prefeitura, a atual gestão municipal afirma que seguirá as orientações do Tribunal de Contas da União e da CGU de usar as cotações dos preços praticados no dia a dia conforme a última licitação que estava em vigor pelo menos até Dezembro, quando até lá o governo municipal espera que as coisas entrem nos trilhos e os fornecedores voltem a ter confiança no selo de bom pagador que a atual gestão iniciou o mandato.

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