segunda-feira, 25 de junho de 2018

Servidores colocam sindicato contra a parede, fazem contraproposta de reajuste ao governo municipal e anunciam possível paralisação em Canapi.

Professores e servidores do quadro administrativo da educação se reuniram em assembléia na manhã desta segunda-feira (25) na sede do SINDSCAN.

Por: Canapi Agora
Crédito: Canapi Agora

A omissão do Sindicato dos Servidores Públicos de Canapi tem deixado muitos servidores da educação indignados, isso porque o SINDSCAN tem assistido de braços cruzados o atual governo municipal ignorar os servidores que já completaram dois anos sem qualquer reajuste salarial, com exceção de uma recente proposta irrisória de 8% para os professores, ainda dividido em 2x de 4% e para o quadro administrativo apenas 4% também dividido em 2x, isso sem retroativo para ambas as categorias.

Na prática, como a média salarial do quadro administrativo é de apenas R$: 1.000,00 (Mil reais), caso a categoria resolvesse aceitar a proposta, receberiam apenas 20,00 (vinte reais) de reajuste no mês subsequente e outros 20,00 meses depois, para só então, receber mês a mês 40,00 a mais em seus vencimentos. Trocando em miúdos, para muitos servidores do quadro administrativo da educação que engloba (Vigias, serviçais, merendeiras, auxiliares e agentes administrativos, motoristas e coordenadores de disciplina) a proposta foi classificada como uma “esmola” tendo em vista que com a retirada do quadro administrativo do PCC – Plano de Cargos e Carreiras ainda na gestão anterior, uma Lei Municipal criada como uma espécie de “compensação” garantiu a categoria o mesmo percentual de reajuste dos professores. Ou seja, a atual gestão municipal teria por força de lei a obrigatoriedade de conceder o mesmo percentual de reajuste que propôs aos professores.

Deste modo, em assembléia realizada na manhã desta segunda-feira (25) na sede do SINDSCAN, não apenas os servidores do quadro administrativo, quanto os professores que se fizeram presente, foram unânimes em mais uma vez recusar a proposta de reajuste ofertada pelo prefeito Vinicius Mariano, afinal de contas, os professores também não estão satisfeitos com o percentual de reajuste tendo em vista que o acumulado entre 2017 e 2018 ultrapassa os 15%, sem falar que é sem direito a retroativo a data base (Março) e ainda dividido em duas vezes. Contudo, em união ao quadro administrativo, os professores presentes a assembléia, decidiram voltar atrás e aceitar a proposta do governo municipal, desde que o percentual de reajuste de 8% seja estendido ao quadro administrativo.

Uma vez aprovada em assembléia, mesmo a contra gosto do SINDSCAN e seu corpo jurídico agora a contraproposta seguirá para protocolo junto ao governo municipal, conforme decisão unânime dos servidores presente, com data para resposta de aceitação ou recusa e sobre risco de paralisação.

Vale salientar que na cidade vizinha de Mata Grande, apesar de toda turbulência política administrativa vivenciada pelo município, o prefeito Erivaldo Mandu efetuou o reajuste salarial de todos os servidores da educação com o mesmo percentual (8%) e em parcela única recebida em Maio do corrente ano. Outro fator importante a ser lembrado é que somente nos meses de Fevereiro e Maio deste ano, a Prefeitura Municipal de Canapi recebeu 2,5 milhões de reais a mais do que a média de arrecadação mensal do FUNDEB, e mesmo assim, a prefeitura alega não ter condições de ofertar uma proposta digna de reajuste a categoria.

Concurso Público e Precatórios
Além do reajuste, os servidores também cobraram do Sindscan ações na justiça contra a Prefeitura Municipal pela realização de concurso público e transparência quanto a utilização dos recursos dos precatórios do antigo Fundef.

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