sexta-feira, 22 de junho de 2018

Insatisfeitos com o 4º Lugar em concurso, integrantes de quadrilha junina fazem declarações preconceituosas, caluniosas e difamatórias contra jurados e concorrentes nas redes sociais.

“Não piso mais meus pés nesse povoado, muito menos participar de um lixo de concurso daquele, onde os jurados era uma merendeira, faxineira, uma senhora da 5ª idade que só (cuxilava...), mas do que assistia o evento” - Disse um dos quadrilheiros da junina Dona Fulô do município de Olho d’água das Flores/AL participante do II Concurso de Quadrilhas do Povoado Forquilha em Canapi.

Por: Redação
Crédito: Cortesia/Organização

É claro que qualquer pessoa, instituição ou grupo participante de qualquer que seja a disputa ou concurso tem o direito de questionar e até mesmo criticar o júri por não concordar com alguma nota que influencie diretamente no resultado de uma competição, porém, não foi apenas isso que aconteceu com a Quadrilha Junina Dona Fulô do município de Olho d’água das Flores que na noite do último domingo (17) participou do II Concurso de Quadrilhas Juninas do Povoado Forquilha em Canapi/AL.

Dona Fulô foi à última das nove quadrilhas juninas da noite a se apresentar no povoado, que por sinal, fez uma belíssima apresentação, porém, por questão de décimos, no somatório geral das notas do júri, outras 03 (três) quadrilhas foram ainda melhor, vindo a ocupar os 03 primeiros lugares. A disputa foi acirradíssima! Para se ter uma idéia, do 1º ao 4º lugar foram apenas 0,5 décimos, sendo 198,5 pontos da campeã contra 198 da 4ª colocada Dona Fulô.

Inconformados com o resultado, principalmente porque uma das três quadrilhas vencedoras, que ficou com a segunda colocação era prata da casa, alguns membros da quadrilha olhodaguense, fizessem uso das redes sociais para criticar, caluniar e difamar a organização do concurso, jurados e concorrentes com frases pesadas carregadas de preconceito, do tipo:

“Não piso mais meus pés nesse povoado, muito menos participar de um lixo de concurso daquele, onde os jurados era uma merendeira, faxineira, uma senhora da 5ª idade que só (cuxilava...), mas do que assistia o evento”.

“Não se pode chamar isso de concurso! Isso foi injusto! Primeiro que, nem entendimento de quadrilha a bancada teve! Segundo, uma jurada tava cochilando de tanto tomar café kkkkk Nós participamos de uma quadrilha, não de um circo!”

“Politicagem pura esse concurso, sem organização e muito menos pessoas qualificadas para julgar as quadrilhas que estavam ali. Quero ver ano que vem como iram fazer! Melhorem bebezinhos”

“Só não colocaram a quadrilha da cidade em primeiro porque ia dar muito na cara (Mais do que já deu)”

“Pois é, Sabem nem forjar as coisas! CREDO QUE HORROR”

“Foi péssimo dançar ai”

“Deus me livre voltar ai”

E não acaba ai... Clique AQUI confira na íntegra a “descarga” de preconceito justamente de uma turma que totalmente em contrário a seus atos e atitudes apresentaram uma dramatização sobre igualdade, contra o racismo e a escravidão.

Vale salientar que o concurso foi muito bem organizado e elogiado pelo público, convidados e todas as demais quadrilhas participantes, mesmo aquelas que também não ficaram nos três primeiros lugares.

Quanto ao júri, a organização fez questão de escolher as pessoas mais qualificadas e imparciais possíveis para o momento; escolhendo assim, 05 jurado; um Blogueiro/Jornalista e escritor, um radialista e atual secretário municipal de comunicação, a atual Secretária Municipal de Cultura, a ex-secretária municipal de Assistência Social e fechando o quinteto, uma professora e marcadora de quadrilhas do povoado há décadas.

O concurso foi tão bem organizado que ao final do evento os jurados não faziam a mínima idéia de quais seriam as três quadrilhas vencedoras, isso porque, ao término de cada apresentação os mesmos entregavam a mesa organizadora uma ficha com as notas individuais de cada quadrilha, distribuídos em 04 quesitos com notas de 05 a 10 cada, para (Quadrilha, Caracterização, Marcador e Noivos). Deste modo, fica evidente que seria impossível prevê quem ganharia o concurso, bem como “cai por terra” à revolta dos quadrilheiros olhodaguenses quanto ao figurino da segunda colocada, pois figurino era apenas um item do quesito e não um quesito a ser julgado.

Contudo, ainda que as críticas quanto alguma nota baixa dada por algum jurado tivesse real fundamento, isso jamais daria o direito de tamanho desrespeito e discriminação para com a organização do concurso como um todo. Ainda mais quando os coordenadores da quadrilha caluniadora mesmo com acesso a todas as suas notas, não pouparam criticas e ofensas discriminatórias de modo mais incisivo e cruel, a uma das juradas, taxada de desqualificada, por ser segundo eles; merendeira, faxineira (como se exercer tal profissão fosse demérito pra ninguém) e “cochilar” durante a apresentação. Ignorando completamente o fato de a jurada ser professora e marcadora de quadrilhas do povoado há décadas. E o mais curioso! Da mesma ter dado nota máxima (40 pontos) justamente a quadrilha que a discriminou e disse “cochilar” durante a apresentação.



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