MP/AL recebe denúncia sobre excesso de parentes do
prefeito Valmiro Costa em cargos do alto escalão do governo. Despesas com
salários do filho, da esposa, enteada e netas do gestor, somam mais de R$: 300
mil reais/ano aos cofres do município.
Por Redação
No dia 13 de Junho
deste corrente ano (2023), o site Central do Sertão, narrou
com fatos e imagens do CAOS ADMINISTRATIVO em que a atual gestão do município de
Poço das Trincheiras no sertão de Alagoas administrada pelo Prefeito Valmiro
Costa, porém, gerida pelo seu filho Rafael Costa (Secretário de Governo),
afundou o município sertanejo. (relembre aqui)
Agora, pouco menos
de 02 (dois) meses depois, nossa equipe de redação teve acesso a comprovantes e
documentos anexos de uma denúncia protocolada junto a Ouvidoria do Ministério
Público de Alagoas. A denúncia não identificada, aliás, encaminhada por alguém
que se intitula “cidadão pocense” foi protocolada na última segunda-feira, dia
31 de Julho. O relato envolve o excesso de parentes do prefeito em cargos do
alto escalão do governo municipal e acusa os mesmos de “enriquecimento ilícito”
com dinheiro da prefeitura.
“Os parentes
do prefeito estão enriquecendo ilicitamente na cara limpa, comprando fazendas,
carros, construindo casas... enquanto isso a população perece, faltando
medicamentos, serviços assistenciais básicos. Outra situação gritante é o
NEPOTISMO descarado, só em cargos de primeiro escalão são seis membros da
família, levando por ano o total de 416 mil reais, dinheiro que poderia
alimentar muitas famílias que estão passando fome. Em 31 meses de mandato foi
gasto quase 1 milhão em salários para a família, fora outras regalias como
combustível, etc”, diz o texto da denúncia narrada ao MP/AL.
No texto o(a) denunciante
ainda relaciona os nomes dos parentes do prefeito e seus respectivos cargos no
corpo de secretariado da gestão municipal, mais especificamente na secretarias
de Governo, Saúde, Transporte, Finanças e Gabinete, envolvendo além do filho do
gestor que centraliza toda administração municipal, a esposa do prefeito, netas,
enteada e outros parentes.
“Se o nepotismo é permitido algumas ações não são legais, por exemplo,
abrir crédito especial de 2 milhões para a secretária de saúde usar como bem
entender... abrir crédito especial para a secretaria do filho... Outra situação
é a secretária adjunta de finanças tomar as chaves de acesso do aplicativo do
banco das mãos do secretário de finanças e passar a gerenciar todos os
recursos. Se isso não for ilegal eu já nem sei o que é mais legal ou ilegal”, Conclui
o(a) denunciante.
O QUE DIZ A PREFEITURA
Nossa equipe de redação tentou
contato com a assessoria de comunicação da prefeitura, mas o telefone
localizado estava indisponível. No entanto, desde já, informamos que o espaço
para o devido direito de resposta encontra-se em aberto caso a gestão municipal
queira se pronunciar a respeito da denúncia apresentada.
DAS SUPOSTAS IRREGULARIDADES
Apesar das graves denúncias
apontadas pelo(a) denunciante ao MP/AL, é necessário esclarecer que estas ainda
serão investigadas pelo órgão competente que dará ou não procedência a demanda.
Todavia, no caso da expressão “NEPOTISMO DESCARADO” usada no relato da denúncia,
o(a) próprio(a) denunciante reconhece ao final do texto que alguns casos de “NEPOTISMO”
são legais perante a lei, isso porque o STF decidiu que os cargos políticos, tais quais (secretários e chefe de gabinete), não
englobam a vedação da lei que criminaliza o NEPOTISMO, que ocorre quando
um agente público usa de sua posição de poder para nomear, contratar ou
favorecer um ou mais parentes. Em resumo, os casos que configuram nepotismo
estão restritos aos demais cargos públicos da administração pública municipal
ocupados por parentes do prefeito nomeados por ele, mas que não foram
relacionados na denúncia.
Todavia, o excesso de parentes na equipe de secretários do governo
municipal e a despesa que somente com salários retira dos cofres públicos
municipais (+ de R$: 300 mil reais) para manter os parentes do prefeito, de
fato chama bastante atenção do cidadão pocense, o que pode resultar no mínimo
em alguma recomendação do MP/AL no que tange os princípios da equidade,
impessoalidade e da moralidade administrativa estabelecidos na nossa Carta
Magna, a Constituição Federal, principalmente no que diz respeito a outros
detalhes da denúncia referente à abertura de créditos especiais no orçamento
municipal e a suposta tomada de competência do secretário de finanças por um
dos parentes do prefeito, conforme os áudios em anexo.