sábado, 20 de fevereiro de 2021

[PÃO & CIRCO] LIRA: se acovardou, se apequenou, mas se blindou

  

Em sua primeira prova de fogo a frente do comando da Câmara Federal, o presidente Deputado Arthur Lira (PP/AL), simplesmente se acovardou e se apequenou a tirania do STF ao orientar pela manutenção da prisão do Deputado Daniel Silveira (PSL/RJ) que se deu pelos motivos que o país inteiro já sabe. Se acovardou, não por concordar com a prisão como se deputados estivessem acima da lei e da ordem, mas simplesmente porque optou por não questionar em momento algum a Suprema Corte quanto a independência dos poderes, de modo a não ferir o ego dos intocáveis de toga. Apequenou-se, porque preferiu abrir um enorme precedente quanto à inviolabilidade constitucional do mandato parlamentar por suas opiniões, palavras e votos, que na prática, coloca os membros de um poder embaixo da bota do outro. Contudo, apesar de todo o exposto, não estamos falando de nenhum inocente desprovido de inteligência e astúcia, afinal de contas, não é qualquer um que consegue chegar ao comando de um poder que abriga 513 deputados, todos com seus interesses e ambições. Portanto, Lira é antes de tudo, um exímio estrategista que antes da tomada de qualquer decisão, antecipa as consequências para si, pois não podemos esquecer que o mesmo é réu em pelo menos duas ações por corrupção no STF, ou seja, tem o “rabo preso”. Todavia, se o preço a pagar por suas decisões “impopulares” é ser taxado de covarde ou coisas do tipo, pior para Lira, seria ser condenado pelo STF e por consequência, banido da vida pública em decorrência da Lei da Ficha Limpa. 

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