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segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Fornecimento de água contaminada envenena milhares e provoca mortes em Alagoas

O fornecimento de água para vítimas da seca em Alagoas gerou dinheiro fácil, envenenou milhares de pessoas e provocou mortes. Entre a sede e a moléstia, mais de 83 mil sertanejos e agrestinos sucumbiam aos malefícios da diarreia aguda, enquanto ingeriam a água fornecida por caminhões-pipa, Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal), sistemas municipais de tratamento e pelo Exército Brasileiro. Água suja, podre, contaminada, poluída, letal.

E o pior: quem ofereceu o “veneno” sabia que era errado, mas estava apenas preocupado em arrotar os lucros, enquanto o pobre consumidor se esvaía pelas entranhas. Eles teriam coragem de beber a água que fornecem? “Ah, eu não bebo, não, para falar a verdade, eu compro a água. Eu compro mineral e bebo”, respondeu o caminhoneiro Hamilton Silva, em reportagem do programa Fantástico, da Rede Globo, no último domingo, que chocou o país e voltou a mostrar Alagoas como antro de corrupção em diversos níveis.

O Ministério Público, Estadual (MPE) e Federal (MPF), deve incriminar quem estava liberando os caminhões-pipa apreendidos pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) com tanques de combustível ou água contaminada por outros motivos. A existência de um esquema para fornecer a água poluída já está comprovada. Oficinas atuavam no “disfarce” dos tanques, comparsas lucravam com a compra e venda, e uma teia de farsantes embolsavam dinheiro em detrimento da epidemia de diarreia que matou 56 pessoas, no meio do ano, em Alagoas. Cerca de 95% eram bebês com menos de 1 ano e idosos com mais de 70.

Fonte: Gazetaweb

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