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sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Laboratório identifica 12 casos de Febre do Chikungunya no Sertão alagoano

Confirmação ocorreu após realização de exames realizados com amostras enviadas pelo Lacen/AL

Transmitida pelo mosquito Aedes aegypti – mesmo vetor da dengue - a febre do Chikungunya foi detectada em Alagoas. Segundo o Instituto Evandro Chagas (IEC), situado no Pará, 12 amostras positivas foram confirmadas no Estado, sendo todas coletadas em Major Izidoro, no Sertão. 
Dos pacientes que apresentaram a doença, 11 são moradores de Major Izidoro e um de Arapiraca. Todos receberam atendimento adequado e oportuno e foram curados. As amostras de sangue para a realização dos exames foram coletadas e enviadas ao IEC pelo Laboratório Central de Alagoas (Lacen/AL).

Com a confirmação da presença da doença em Alagoas, a gerente de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde, Cleide Moreira, alerta que o combate ao mosquito Aedes Aegypti deve ser redobrado pela população. Trabalho que já vem sendo executado pelos técnicos da Sesau, em parceria com os gestores dos 102 municípios.
Isso porque, o mosquito transmite a dengue, a febre do Chikungunya e o Zika vírus.

“Temos a presença desses três agravos em Alagoas e registramos um elevado índice de infestação do Aedes aegypti. Por isso, a população deve permanecer vigilante e combater os focos do mosquito”, salienta a gerente de Vigilância Epidemiológica da Sesau.

Cleide Moreira destaca que o trabalho dos agentes de endemias dos municípios deve ser intensificado e que os alagoanos devem realizar a eliminação mecânica de possíveis criadouros, protegendo os depósitos de água para consumo humano, além de apoiar e participar do trabalho dos agentes municipais de controle de endemias.

“Cabe aos gestores municipais garantir a limpeza urbana, a coleta sistemática, além de inspecionar imóveis abandonados ou fechados, que podem abrigar”, recomenda a gerente.
A Doença – A febre do Chikungunya é uma doença semelhante à dengue, causada pelo vírus CHIKV, da família Togaviridae e teve seu vírus isolado pela primeira vez em 1950, na Tanzânia. O nome Chikungunya significa “aqueles que se dobram” no dialeto Makonde da Tanzânia, por ser um termo usado para identificar àqueles que sofriam com o mal.

A transmissão ocorre pela picada do mosquito Aedes aegypti infectado. Entre os principais sintomas estão febre, mal-estar, dores pelo corpo, dor de cabeça, apatia e cansaço. Entretanto, a diferença da febre do Chikungunya está no seu acometimento das articulações, causando inflamações com fortes dores.

Apesar de pouco letal, é muito limitante, uma vez que o paciente tem dificuldade de movimentos e locomoção por causa das articulações inflamadas e doloridas. Os pacientes acometidos pela doença devem tomar muito líquido para evitar a desidratação.

No caso de dores e febre, o paciente pode fazer uso de medicamentos antitérmicos, como o paracetamol. Em alguns casos, o paciente pode ser internado para hidratação endovenosa. 

Fonte: Agência Alagoas

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