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quarta-feira, 28 de outubro de 2015

'Tsunami', diz morador sobre chuva que empilhou carros em BH

Temporal deixou cerca de 30 veículos empilhados. Defesa Civil disse que não há desaparecidos.

O temporal desta terça-feira (27) provocou muitos estragos em Belo Horizonte. A Região de Venda Nova foi uma das mais atingidas. Na Avenida Vilarinho, vários carros foram levados pela correnteza e, depois que a água escoou, 30 carros ficaram empilhados.
Quem passava pela avenida no momento da chuva ficou em pânico. “Esse que eu vi aqui foi o pior. Já tiveram outros, mas não igual esse. Foi igual um tsunami”, comparou o dono de guincho Gilberto Pereira.
Em quase uma hora choveu na região o equivalente a 40% de tudo o que era esperado para o mês inteiro em toda a cidade. Imagens enviadas por telespectadores mostram que a enxurrada encobriu a pista exclusiva do Move, nem dava para ver o asfalto.
A linha do metrô também foi invadida pela água. A correnteza arrastou muitos carros. Em um deles, duas pessoas saem pela janela.

Os passageiros que estavam em um ônibus ficaram desesperados e foram para cima do teto. Muita gente ficou ilhada, em cima de carros. Uma mulher pulou da carroceria de uma caminhonete e afundou na água, mas de acordo com a Defesa Civil não há registro de pessoas desaparecidas.
Na manhã desta quarta-feira (28), a Avenida Vilarinho estava com lixo, barro e galhos. A Prefeitura de Belo Horizonte informou que, desde as 7h, 80 homens das equipes de manutenção e limpeza da Secretaria de Administração Regional Venda Nova estavam em ação, nas avenidas Vilarinho e Álvaro Camargos, verificando os danos provocados pela chuva.
Ainda na noite de terça, segundo a PBH, três reboques da Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans) já trabalhavam na remoção dos veículos arrastados pela água.
De acordo com a Defesa Civil, o volume de chuva registrado em 40 minutos foi de 57 milímetros, o equivalente a mais de 40% do esperado para todo o mês de outubro. Por isso, apesar de as equipes da prefeitura já terem realizado a vistoria e a limpeza de todas as bocas de lobo da região, o escoamento não foi suficiente para evitar o alagamento. As equipes estão mobilizadas, vistoriando vias e galerias, e trabalhando na limpeza e na recuperação das áreas danificadas.
Do G1 MG

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