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quinta-feira, 13 de abril de 2017

Eduardo Cunha queria desacreditar delações; entenda

Segundo delatores, o ex-presidente da Casa dos Deputados afirmou que o envolvimento da Kroll poderia “desacreditar o mecanismo das delações”Os delatores Marcelo Odebrecht e Fernando Reis afirmaram que o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) sugeriu à Odebrecht a contratação da Kroll, empresa especializada em investigação privada, para “conter” a Lava Jato, desacreditando as delações. A informação é do jornalista Matheus Leitão em sua coluna no ‘G1′.
Segundo o Defensor de Cunha, o advogado Pedro Ivo Velloso disse que as informações são “claramente falsas” e “desprovidas de provas”.
Segundo a Odebrecht, a tese defendida pelo ex-parlamentar, preso e condenado no âmbito da Operação, era a de que a Kroll deveria buscar inconsistências nas colaborações de Paulo Roberto Costa e Alberto Yousseff.
O ex-diretor da Petrobras e o doleiro foram os primeiros a aderir ao instituto da delação premiada, firmando a base de sustentação das investigações da Lava Jato no escândalo de corrupção da Petrobras.
A partir delas, o Ministério Público Federal avançou sobre o esquema na estatal do petróleo de tal forma, que hoje, somente a Odebrecht, têm quase 80 delatores que geraram a abertura de mais de 70 inquéritos. Novas investigações serão abertas nos próximos dias, segundo nota de Matheus Leitão.
Marcelo Odebrecht e Fernando Reis ainda afirmaram que a sugestão de Cunha ocorreu na residência oficial da Câmara dos Deputados no dia 11 de fevereiro de 2015, ocasião em que o ex-presidente da Casa afirmou que o envolvimento da Kroll poderia “desacreditar o mecanismo das delações”.
Segundo a Odebrecht, a despeito da recomendação de Cunha, a companhia não contratou a Kroll. Os depoimentos dos delatores geraram, contudo, pedidos para que a tentativa de embaraçar a Lava Jato seja investigada na Procuradoria da República no Paraná.
“Essa é mais uma delação totalmente desprovida de provas, claramente falsa. Trata-se de mais uma colaboração dizendo que houve uma conversa em determinado momento, mas totalmente absurda e desprovida de provas”, disse ao blog o criminalista Pedro Ivo Velloso, que advoga para Cunha.
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Fonte: G1

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