quarta-feira, 24 de junho de 2015

Trabalhadores temem demissões no trecho 4 do Canal do Sertão após fim do recesso

Odebrecht não confirma dispensa de trabalhadores, mas diz que aguarda a definição da nova adequação orçamentária dos projetos do PAC em Alagoas

Por Diego Barros
Diego Barros
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O corte de recursos federais para obras do PAC em Alagoas tem deixado os trabalhadores do trecho 4 do Canal do Sertão apreensivos. Eles acreditam que, após o fim do recesso, na próxima segunda-feira (29), poderá haver demissões.
Isso porque um levantamento publicado pela Folha de São Paulo aponta que, em Alagoas, a redução dos recursos do governo federal destinados a obras chega a 77,9%, figurando como o estado do Nordeste que mais reduziu os investimentos nos primeiros cinco meses do ano.
Em notícia veiculada pela imprensa no último domingo (21), a secretária de Estado da Infraestrutura, Aparecida Machado, declarou que as obras do trecho 3 do Canal do Sertão, bem como a adutora do Alto Sertão, não devem sofrer com a ausência de repasses. Porém, segundo ela, o trecho 4 do Canal deve sim passar por uma redução no ritmo das obras.
Já na segunda-feira (22), o ministro da Integração Nacional, Gilberto Occhi, esteve em Alagoas e assinou com o governador Renan Filho um termo de compromisso que garante o investimento de R$ 20 milhões para o combate emergencial à seca no estado.
Mas, conforme matéria veiculada no site oficial do governo, o governador Renan Filho sentará com os prefeitos para definir as prioridades no uso dos R$ 20 milhões. Os valores poderão ser implantados na operação carro-pipa, construção de poços e adutoras de engate rápido.
A mesma notícia diz que a prioridade do governo federal para conclusão este ano são o trecho 3 do Canal do Sertão, as adutoras do Alto Sertão e a que beneficia as cidades de Minador do Negrão, Estrela de Alagoas e Igaci.
A divulgação dessas notícias no começo da semana deixou os trabalhadores do trecho 4 ainda mais apreensivos. Porém, a Odebrecht Infraestrutura, responsável por esse trecho da obra, não confirmou as demissões, mas declarou à reportagem do Minuto Sertão, por meio de sua assessoria de imprensa, que aguada a definição da nova adequação orçamentária dos projetos do PAC em Alagoas para avaliar a necessidade de alterar sua estrutura.
A construtora esclareceu ainda que no trecho 4 há uma defasagem no recebimento de recursos para obras executadas desde dezembro de 2014 e que, atualmente, a equipe conta com cerca de 670 funcionários, entre diretos e indiretos, adequado para o cronograma de liberação de recursos adotado até o momento.

Fonte: Minuto Sertão

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